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Cantar com inteligência  |  Pr. Olavo Feijó

1 Coríntios 14:15 - ¶ Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.

Cantar é, principalmente, uma expressão de ordem emocional. Dificilmente, por exemplo, alguém conseguirá escrever a letra de uma canção usando apenas números e equações do primeiro grau. Talvez, baseado neste raciocínio o apóstolo Paulo trouxe à mesa o tema do conteúdo do culto bíblico: “Orarei com o espírito e orarei também com o entendimento; cantarei salmos com o espírito e cantarei também com o entendimento” (I Coríntios 14:15). É baseado neste tipo de discussão que os pensadores dividiram o tema da música em dois campos – música cultural e música sacra.

A música cultural (que alguns chamam de “mundana”) é encontrada em todas as civilizações. Quanto mais primitiva a sociedade, a produção e a expressão da música se limita a comunicar as qualidades emocionais da vida diária. Sempre que a música tribal reflete os males que afligem a comunidade, ela constitui narrativas sobre perigos transcendentais, bem como socorros também sobrenaturais.

Paulo, estudioso das religiões, deparou-se com a prática e a doutrina da religião pregada por Jesus Cristo. Ele ficou encantado com a originalidade do cristianismo, que não se atinha às tradições dos rabinos. O ensino do Mestre de Belém conjugava razão com emoção, aplicava qualidades espirituais transcendentes a todos os dias da existência! Daí o texto da I Carta aos Coríntios: os cânticos do culto cristão requerem a qualidade do “espírito", intimamente conjugada com a qualidade da inteligência. Esta, então, deve ser a qualidade dos hinos contados pelo povo cristão, nos dias de hoje.