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O preço das cebolas  |  Pr. Olavo Feijó

Números 11:5 - Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça; e dos pepinos, e dos melões, e dos porros, e das cebolas, e dos alhos.

O êxodo de mais de seiscentos mil homens, acompanhados de suas mulheres, crianças e uma variedade de animais, foi a maior manchete do poderoso Reino do Egito. Tirando Moisés, ninguém acreditou na promessa no mínimo absurda feita pelo Senhor. No início, tudo foi festa. Festa de gente louca... mas festa. Entusiasmo meio louco, que garantiu a saída de toda uma população, largando as conveniências da terra de Gosen... para enfrentar uma jornada insegura, através de um escaldante deserto, sem água e sem comida!

Jeová, na Sua sabedoria, sempre soube da nossa aversão em acreditar Nele. Sempre foi assim. Sempre será assim. Isto explica porque quarenta anos de intervenções milagrosas nada impactaram o coração duro daqueles que sentiam saudades das comidas egípcias, ao preço de todas as humilhações impostas pelos donos do Império. E Moisés se sentia triturado por dentro, quando lhe jogavam na cara: “Lembramo-nos dos peixes que comíamos no Egito, de graça, e dos pepinos, e dos melões... e das cebolas e dos alhos!!!” (Números 11:5).

Neste contexto, lembremo-nos da pergunta incômoda que nos fez Jesus: “Que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?” (Marcos 8:36). Por quantas toneladas de “cebolas” deliciosas estamos vendendo nossa dignidade espiritual? Que sinais ainda estamos esperando, além da graça de Jesus Cristo, que nos tem fortalecido, nessa travessia na direção da Jerusalém Celestial?