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Sim, sim, não, não  |  Pr. Olavo Feijó

Mateus 5:37 - Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.

No tempo de Jesus, um juramento adquiria mais valor em função do objeto ou entidade em nome de que o juramento era feito: os céus, a terra, Jerusalém... O Senhor criticou severamente o costume dos Seus contemporâneos. E estabeleceu o princípio básico daquilo que, depois chamaríamos de ‘palavra de honra’: “Seja o teu ‘sim’, sim; e o teu ‘não’, não. O que passar disso vem do Maligno” (Mateus 5:37).

Uma das atividades econômicas que mais cresceram, foi a indústria de proteção à palavra dada. Dizem alguns historiadores que, nos tempos idos, um aperto de mão era suficiente para selar e garantir um contrato. Com o crescimento da desonestidade, começaram as modalidades de garantia do nome assinado, caso os promitentes não fossem tão honestos quanto prometeram. A evolução dos relacionamentos contratuais revelou que o crescimento das “garantias“ da palavra dada acompanhou o crescimento das sofisticações consequentes da sofisticação do descumprimento do ‘sim’, sim e do ‘não’, não.

Como cristãos foram chamados para viver de acordo com a ética criada em nós pelo Senhor Jesus Cristo, os contratos acordados a partir dos seguidores do Cristo devem voltar para a simplicidade espiritual do ‘sim’, sim e do ‘não’, não. Isto é, se queremos viver o cristianismo, nossa escolha deve caracterizar nossa ética como contrária aos costumes desconfiados do mundo. Cristãos, na realidade, não devem jurar. Devem, apenas, cumprir a palavra dada.