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Sangue e remissão  |  Pr. Olavo Feijó

Hebreus 9:28 - Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.

O autor da Carta aos Hebreus teve um objetivo principal: declarar aos descendentes de Abraão, conhecedores do Antigo Testamento, que o valor de “sangue” continuava significando “vida renovada”, “vida purificada”. E que a garantia de vida biológica, conhecida pelos leitores do Antigo Testamento, foi ampliada até ao nível de vida espiritual, através da doação do sangue “tipo eterno”, feita por Jesus, o cristo. “Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados dos que O aceitaram. E aparecerá segunda vez, já agora não para tirar o pecado, mas para trazer salvação para aqueles que O aguardam” (Hebreus 9:28).

Há cristãos contemporâneos que tratam “esse negócio de sangue” como uma herança meramente litúrgica, completamente estranha às práticas ensinadas por Jesus. Como diz o antigo ditado: “jogaram fora a água da bacia do banho do bebê, juntamente com o bebê...”. O Novo Testamento também focaliza a essencialidade da função do sangue, quando nos recomenda a renovação definitiva efetivada pelo cristo, quando nos doou a essência da Sua vida, na Sua vinda.

Em um mundo que já derramou oceanos de sangue, em nome da vaidade, do egoísmo, da intolerância e do medo, vale a pena aceitar o desafio Daquele que “já venceu o mundo”. Neste contexto de morte, Paulo nos garante: “Graças a deus, que nos dá a vitória, por nosso Senhor Jesus Cristo” (I Coríntios 15:57). Somente o sangue de Cristo nos purifica de todo pecado (I João 1:7) – não faz sentido, então, a insistência em desprezar, em nossa existência diária, o poderoso tônico de vida que o Cristo nos oferece.