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Mandamentos, no coração  |  Pr. Olavo Feijó

Provérbios 3:1 - ¶ Filho meu, não te esqueças da minha lei, e o teu coração guarde os meus mandamentos.

O mundo ocidental tem a tradição de separa cérebro e coração: as funções racionais seriam atividades do cérebro, ficando as funções emocionais para as atividades do coração. Esta forma de especialização aparentemente não foi seguida pelo autor do livro de Provérbios, pelo menos em um verso: “Meu filho, não se esqueça da minha lei – mas guarda no coração os meus mandamentos”(Provérbios 3:1).

Vale, então, a pergunta – nossa comunhão com o Senhor requer nossos sentimentos ou nosso raciocínio? O contexto bíblico nos declara que comungar com Deus se relaciona com a totalidade de nossas funções. De um lado, a Bíblia declara: “dá-Me filho Meu, o teu coração” (Provérbios 22:26). Por outro lado, entretanto, as Escrituras nos ensinam que nosso culto deve, também, ser racional” (Romanos 12:1).

Ter comunhão com Deus é uma disciplina que exige nossa totalidade. Relacionamentos menores e diminutos produzem mais problemas do que soluções. Ao nos revelar que “Deus é amor”, João sintetiza: logo, “quem não ama não conhece a Deus” (I João 4:7-8). O relacionamento de amor com Deus transforma nossa totalidade: sentimentos, raciocínios, relações sociais. Não por acaso, Jesus nos declarou: “Quem tem os Meus mandamentos e os obedece, este é o que Me ama” (João 14:21).