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Louvor e misericórdia  |  Pr. Olavo Feijó

Salmos 34:1 - ¶ [Salmo de Davi, quando mudou o seu semblante perante Abimeleque, e o expulsou, e ele se foi.] Louvarei ao SENHOR em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca.

As práticas de natureza religiosa têm sido um grande peso na história da humanidade. A instituição que lida com a transcendência tem marcado a evolução das ciências, das artes, dos governos, da vida familiar... enfim, até os mínimos detalhes. Não é de estranhar, portanto, a afirmação de Davi: “Louvarei ao Senhor em todo o tempo. O Seu louvor estará continuamente na minha boca” (Salmo 34:1).

O grande problema da religião, através dos séculos, tem sido o lado ritualístico, repetitivo e, até, supersticioso, da sua prática. Por causa disso, os escritores bíblicos têm constantemente enfatizado a dimensão espiritual da vida religiosa. Usando o profeta Oséias, por exemplo, o Senhor advertiu: “Eu quero misericórdia e, não, sacrifício. E o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos” (Oséias 6:6).

Se o louvor que o Senhor quer é misericórdia, faz sentido a frase “o Seu louvor estará continuamente na minha boca”. Uma das bem-aventuranças pregadas por Jesus, no Sermão do Monte, focaliza os “misericordiosos” (Mateus 5:7). Neste contexto, então, sigamos o mandamento de Jesus, quanto ao cultivo da misericórdia|: “Sede, pois, misericordiosos como, também, vosso Pai é misericordioso” (Lucas 6:36). Fomos chamados para viver o Cristo, mesmo quando estamos longe dos rituais do templo. Fomos chamados para praticar a misericórdia.