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Por que somos sujeitos  |  Pr. Olavo Feijó

Lucas 2:51 - E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas.

O episódio em Jerusalém, quando Jesus tinha doze anos, levanta uma série de perguntas, sobre se o adolescente já estava consciente da sua missão messiânica. Qualquer que seja nossa resposta pessoal, há uma afirmação de Lucas que desafia todas as possíveis teorias a respeito da evolução do Cristo no corpo de Jesus. “Então, Jesus voltou com os seus pais para Nazaré e continuava a ser sujeito a eles. E a sua mãe guardava tudo isso no coração” (Lucas 2:51).

O contexto bíblico não gasta muito espaço, tratando do problema da liberdade humana, ou da vontade definitiva do Criador, ou da interdependência de todas as forças e de todas as pessoas no Universo. A estrutura literária de todo o desenrolar das Escrituras é construído a partir da hipótese maior de que o único ser livre é o Criador. Tudo o mais, todas as entidades da Criação – super simples ou super complexas – tudo com estrutura definível e com movimento consequente, somente começa a revelar seu papel próprio e individual quando consegue ser compreendido em função da realidade infinitamente complexa da interdependência de tudo e de todos.

Jesus foi sujeito a Seus pais terrenos e à estrutura humana que o Pai lhe deu. Por isso, Ele sentiu fome, sede, emoção, cansaço, dependência da oração. Preocupado com a imaturidade da nossa perspectiva, diante do Grande Eu Sou, Paulo usou a figura do corpo. Nosso corpo é um dado único, dependendo de milhões de micro mundos – todos relevando a sabedoria e a providência de Jeová. Ser sujeito à obra sofisticada de Deus é aceitar a interdependência de tudo e de todos. Porque somos um sofisticado corpo em Cristo, é a única maneira de vivermos plenamente a imensa complexidade da vida.