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Os céus proclamam  |  Pr. Olavo Feijó

Salmos 19:1 - ¶ [Salmo de Davi para o músico-mor] Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.

Apelar para o acaso, na explicação da origem e da natureza do universo, nos obriga a atribuir dimensões finitas para explicar o infinito. Seria como apelar apara uma lógica do absurdo, no processo de explicar os fenômenos concretos e previsíveis da racionalidade. É isso que a Bíblia afirma, só que usando as figuras não científicas da discussão religiosa. “O céu anuncia a glória de Deus e nos mostra aquilo que as Suas mãos fizeram” (Salmo 19:1).

Os seres humanos preferem acreditar em suas fantasias, quando os processos difíceis e complexos da realidade exigem alguma explicação. As guerras são o resultado dos preconceitos, das invejas e das injustiças, que caracterizam a humanidade imatura e medrosa. Mas líderes políticos constroem sofisticadas “teorias” geopolíticas, tentando dar justificação aos injustificáveis comportamentos da agressão.

Seria muito mais aceitável reconhecer a limitação das frágeis explicações humanas (à semelhança de Kant, com sua obra de profunda crítica da razão). A grandeza do universo exige, no mínimo, que aceitemos a necessidade de uma entidade maior do que o mundo visível. O salmista faz esta declaração, usando uma linguagem do senso comum. No fundo, o problema se reduz a uma questão de fé. O objeto de nossa fé, baseado na revelação bíblica, tem sido a essência das maiores e melhores realizações da história humana.