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Cristão não tem férias  |  Pr. Olavo Feijó

Mateus 21:19 - E, avistando uma figueira perto do caminho, dirigiu-se a ela, e não achou nela senão folhas. E disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti! E a figueira secou imediatamente.

Jesus caminhava de Betânia para Jerusalém. Ao ver uma frondosa figueira aproximou-se, para comer dos seus frutos. Não encontrando nenhum figo, a não ser folhas, Jesus disse à árvore: “Nunca mais darás fruto! Imediatamente, a árvore secou” (Mateus 21:19).

Há o perigo de, ao ler este trecho, chegar à conclusão de que Jesus, quando ficava com fome, agia como um ser voluntarioso e injusto. Pior ainda: quando os discípulos questionaram as motivações do Mestre, aparentemente destruindo uma árvore inteira, só por causa da Sua fome, Jesus não se explicou. Mas ensinou uma das mais profundas verdades sobre os frutos da fé verdadeira.

A explicação para este episódio no mínimo intrigante, encontra-se no sermão de Jesus, sobre “A Videira e Seus Ramos”, registrado no capítulo 15 do Evangelho Segundo João. O ensino começa dizendo que nós cristãos somos ramos do Pai, “a videira verdadeira”. A obrigação do ramo é produzir fruto: quando isto acontece, o Pai nos habilita a ser ainda mais frutíferos. Agora, quando nosso relacionamento com Deus é de mero enfeite, destituído de expressão espiritual, nosso destino é o de ser amputados, ressequidos e eliminados. Cristo deixa muito clara a nossa responsabilidade perene de dar frutos. Por isso, cristão genuíno não tem férias – seu testemunho espiritual é de tempo integral.