Ordem Alfabética: A  B  C  D  E  F  G  H  I  J  K  L  M  N  O  P  Q  R  S  T  U  V  W  X  Y  Z   #
As coerências de Deus  |  Pr. Olavo Feijó

Lucas 2:51 - E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas.

Um dos primeiros episódios que não entendemos, na vida de Jesus, aconteceu quando Ele tinha doze anos. Seus pais terrenos se admiraram, quando O viram no Templo. Os mestres da Lei estavam “admirados com a Sua inteligência e com as respostas que dava” (verso 47). Mesmo sabendo que também Seus pais não entenderam o episódio, “Jesus voltou com Seus pais para Nazaré e continuava a ser obediente a eles. E a Sua mãe guardava tudo isso no coração” (Lucas 2:51).

Onde encontrar lógica na narrativa? Do ponto de vista humano, nenhuma boa explicação. A saída, então, é apelar para a coerência de Deus consigo mesmo. Aquele que disse aos humanos para “honrar pai e mãe”, tinha que honrar este mandamento, se é que Seu Filho Unigênito deveria se tornar à imagem e semelhança do homem.

Não fomos chamados para discutir ou entender as expressões da coerência de Deus consigo mesmo. Como Maria, nossa reação deve ser a de guardar tudo isso no coração. Quando Jesus nos garantiu vitória sobre as aflições causadas pelo mundo, Seu objetivo não foi o de nos dar uma aula de Teologia. O objetivo de Jesus foi reforçar a nossa fé, em um mundo que nos odeia e nos machuca. Por isso, porque o apóstolo Paulo levou a sério “a loucura da pregação”, ele pode testemunhar da coerência divina, que “nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (I Coríntios 15:57).