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Consumir ou compartilhar?  |  Pr. Olavo Feijó

Efésios 4:28 - Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade.

Em apenas um versículo, sem se preocupara com comprovações teóricas, Paulo nos ensina o significado comunitário do trabalho: “O que furtava, não furte mais, antes, trabalhe, fazendo algo de útil com suas mãos, para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade” (Efésios 4:28).

Os bens materiais, pressupões Paulo, devem ser o resultado do trabalho pessoal. Uma vez de posse da riqueza proveniente do esforço próprio, o conselho bíblico não apoia o acumular dos recursos, até ao ponto do enriquecimento individual e a consequente postura do poder e do consumismo. O objetivo do ganho, declarou Paulo, deve ser o de “repartir com quem estiver em necessidade”. O apóstolo não chamou esta postura de socialismo, mas de cristianismo.

A primeira igreja, fundada em Jerusalém, praticou, com toda a naturalidade, o compartilhar dos bens pessoais. Ao ponto de Lucas revelar que, na comum idade cristã, não havia necessitados ou desprovidos (Atos 3:44-45). O princípio da compaixão e do bem-estar

Comunitário continua sendo o ideal cristão para nós, nos dias de hoje. A maneira de cumpri-lo pode e deve variar, de acordo com as características e valores de cada sociedade. O mandamento do “amar uns aos outros”, entretanto, sempre será nossa responsabilidade e privilégio. Compartilhar nossas posses ainda é o melhor antídoto contra o consumismo materialista.