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Todas as coisas mesmo?  |  Pr. Olavo Feijó

Romanos 8:28 - E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.

Quando estivermos nova “nova Terra”, revelada no capítulo 21 do livro do Apocalipse, viveremos com a completa santidade característica da perfeita comunhão com Deus. Até lá, entretanto, teremos que enfrentar, nesta primeira Terra, o rigoroso e cansativo treinamento do processo de santificação. O processo é tão rigoroso que Paulo foi inspirado para nos garantir que o Deus que nos dá provações também nos garante Sua intervenção aperfeiçoadora. “Pois sabemos que todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que Ele chamou de acordo com o Seu plano” (Romanos 8:28).

A pergunta que alguns fazem, após ler o texto, é: “todas as coisas, mesmo? Ou somente algumas, de natureza mais religiosa ou mais santa?”. O mesmo Paulo nos confirma que “tudo” quer dizer “tudo”. Ele se identificava como alguém que não merecia ser chamado de apóstolo, “pois persegui a Igreja de Deus”.

Talvez nosso problema seja o de percepção. Damos mais atenção às características mundanas do nosso viver cristão, onde as coisas são cheias de vergonha e de mau cheiro. Nossa percepção, de acordo com o apóstolo, deve ser focada na misericórdia de Deus, em Cristo. A misericórdia, que é o plano do Senhor para conosco que aceitamos Jesus como o Cristo, o Salvador, deve guiar nossa conduta cristã. Neste contexto, então, “todas as coisas” devem ser aceitas, literalmente, como “todas as coisas”. No meio de nosso treinamento espiritual, declaremos como Paulo: “No entanto, não sou eu quem tem feito isso e, sim, a graça de Deus que está comigo” (I Coríntios 15:10).