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O Deus que perdoa  |  Pr. Olavo Feijó

Salmos 86:5 - Pois tu, Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para todos os que te invocam.

A culpa produz em nós um peso quase insuportável. Nosso mal estar aumenta, na medida em que percebemos o quanto prejudicamos o ser que atingimos. O perdão é o único remédio capaz de restaurar os estragos causados antes e depois da culpa. Foi isto que assombrou o salmista: a intensidade recuperadora do perdão dado por Deus. “Pois Tu, Senhor, és bom e pronto a perdoar: abundante em benignidade para com todos os que Te invocam” (Salmo 86:5).

A famosa frase “eu perdoo, mas não esqueço” significa, na realidade, uma declaração pessoal sobre o tamanho do estrago que as injustiças nos causam. E, também, aponta para a vulnerabilidade da nossa estrutura emocional. Há feridas que nos acompanham por muitos anos e, até, pelo resto de nossa vida. As feridas chegam a fechar – há cicatrizes, entretanto, que nos desfiguram, apesar de todas as operações plásticas a que nos submetamos.

Perdoar e esquecer é um processo conseguido apenas pelo Senhor nosso Deus. Ele afirmou, através do profeta Jeremias: “Eu perdoarei os vossos pecados e nunca mais Me lembrarei das vossas maldades” (Jeremias 31:34). O Deus, que me perdoas, me habilita a perdoar. Aceitar, com toda a simplicidade, o perdão do Senhor é a única motivação para eliminar nossa necessidade de vingança. Aceitar o perdão do Senhor nos ensina a “vencer o mal com o bem” (Romanos 12:21).