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Complexo de gafanhoto  |  Pr. Olavo Feijó

Números 13:33 - Também vimos ali gigantes, filhos de Enaque, descendentes dos gigantes; e éramos aos nossos olhos como gafanhotos, e assim também éramos aos seus olhos.

Os israelitas, depois de caminhar pelo deserto, finalmente chegaram à terra de Canaã. Como uma medida estratégica, Moisés mandou doze líderes para avaliar a terra, suas cidades e moradores. Dez espias ofereceram um relatório super pessimista: “Também, vimos na terra gigantes – os descendentes de Anaque. Perto deles nós nos sentimos tão pequenos como gafanhotos e, para eles, também parecíamos gafanhotos” (Números 13:33).

A simples visão dos moradores gigantescos da “terra prometida” comprometeu o senso de perspectiva espiritual de dez dos doze espiões israelitas. Na realidade, a estatura e a força física dos inimigos não deveriam ser ignorados. E, de fato, diante dos inimigos, o tamanho dos israelitas era igual ao de gafanhotos. Por qual motivo, então, Josué e Calebe, após idêntica descrição dos adversários, concluíram que os gigantes iriam ser derrotados pelos gafanhotos?

O grande motivo, parece, está no foco da percepção. Os doze homens concordam em um detalhe: os israelitas eram minúsculos, diante dos cananeus. Somente dois, entretanto, tiveram a coragem espiritual de mudar o foco. Deixaram de olhar para a própria fraqueza e fixaram sua confiança no Deus que é mais poderoso do que todos os gigantes reunidos. Confiança no Senhor: eis a cura para o complexo de gafanhoto.