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Como agir, quando nosso inimigo sofre?  |  Pr. Olavo Feijó

Obadias 1:12 - Mas tu não devias olhar com prazer para o dia de teu irmão, no dia do seu infortúnio; nem alegrar-te sobre os filhos de Judá, no dia da sua ruína; nem alargar a tua boca, no dia da angústia;

A antiga inimizade de Esaú contra seu irmão Jacó permaneceu por séculos, envenenando as relações até dos seus descendentes. Edom foi a região dos que vieram de Esaú. Jerusalém foi a cidade símbolo do povo que surgiu de Jacó. Com a queda de Jerusalém, em 587 A.C., os edomitas tripudiaram contra os israelitas. Deus os repreendeu: “Você não devia ter olhado com satisfação o dia da desgraça do seu irmão, nem ter-se alegrado com a destruição do povo de Judá: você não devia ter falado com arrogância, no dia da aflição dele” (Obadias 1:12).

Por que rimos da desgraça dos outros? Por que caçoamos daqueles que são diferentes de nós? Por que temos prazer no sofrimento daqueles que não aceitaram nossa amizade? Por que consideramos inferiores todos aqueles que não falam nossa língua, que não veneram nossas coisas importantes ou sagradas?

João encontrou-se com um homem fazendo sinais miraculosos, em nome de Jesus. Como ele não fazia parte do grupo dos apóstolos, João o proibiu de fazer coisas em nome do Mestre. Só que, ao invés de ser elogiado, Jesus o repreendeu, dizendo ser natural pessoas terem Cristo no coração e não frequentarem nossa igreja (Marcos 9:39). O diferente deve ser respeitado, tanto quanto o semelhante. O inimigo merece nossa oração. Quem nos machucou não deve ser alvo de nossa vingança. Cristãos não devem imitar os edomitas. Ser escarnecido não justifica responder o mal do outro com o nosso mal. Quando imitamos o Cristo, no meio das derrotas dos outros e das nossas, somos bem-aventurados (Mateus 5:11).