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Mera curiosidade de Jesus?  |  Pr. Olavo Feijó

Lucas 8:45 - E disse Jesus: Quem é que me tocou? E, negando todos, disse Pedro e os que estavam com ele: Mestre, a multidão te aperta e te oprime, e dizes: Quem é que me tocou?

Por onde quer que andasse, sempre havia um multidão acompanhando Jesus. Em uma dessas andanças, uma mulher sofrendo de constante hemorragia ficou curada, simplesmente por tocar na roupa do Mestre. A reação do Senhor, ao ser tocado, foi: “Quem foi que me tocou?” (Lucas 8:45). Pedro, no mínimo, achou muito esquisita a pergunta insistente de Jesus: “As pessoas Te apertam de todo lado: o que vai se ganhar identificando apenas um indivíduo, no meio de uma multidão que nos segue e nos aperta?”

Respondendo a Pedro, Jesus, logo explicou que Seu questionamento nada tinha a ver com simples curiosidade: “Houve um momento, Pedro, que Eu senti uma liberação de energia, vindo do Meu interior e que abençoou alguém”. Logo em seguida, porque Jesus parou de caminhar, esperando que alguém se denunciasse, a mulher curada se encheu de coragem e descreveu ao Senhor a doença que a oprimia por anos. “Só que agora, Senhor, eu me sinto com o corpo completamente curado e renovado!”

Por que a pergunta do Senhor? Não foi por mera curiosidade. Nem por causa de uma preocupação estatística. Ao dizer à mulher curada “a tua fé te salvou” (verso 48), Jesus usou o episódio de cura, para nos ensinar sobre o relacionamento de fé. Ele quer que cultivemos, todas as vezes que as provações do mundo nos agridem, a postura corajosa de aceitação do Seu poder amorável e restaurador. A fé que restaura nossa essência é aquela que nos leva, publicamente, a tocar em Jesus. Cada vez que damos público testemunho do poder de Jesus em nós, ilustramos a fé que salva. E que pode levar outros a serem salvos.