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Quando não bastam serafins  |  Pr. Olavo Feijó

Isaías 6:6 - Porém um dos serafins voou para mim, trazendo na sua mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz;

A tristeza pela morte do rei Uzias levou Isaías ao Templo. Ele estava buscando conforto espiritual e tentava entender a situação política e religiosa de Judá. Foi então que algo sobre-humano aconteceu: o Templo se encheu da “glória do Senhor”. A visão exterior o obrigou a analisar a visão do seu interior também. E Isaías se deu conta de quanto ele próprio e seu povo estavam necessitados a ajuda e da restauração que somente Deus pode operar. A intervenção do Senhor usou serafins, seres que representavam a grandeza cósmica de Jeová.

“Logo, um dos serafins voou até mim, trazendo uma brasa viva, que havia tirado do altar, com uma tenaz. Com ela tocou minha boca e disse: Veja, isto tocou os seus lábios. Por isso, a sua culpa será removida e o seu pecado será perdoado” (Isaías 6:6-7).

A idolatria é a matéria prima da infelicidade humana. Quando nos colocamos no altar, reduzimos Deus à pequenez da nossa dimensão pecadora. A intervenção de um serafim aponta para a nossa “culpa” e para a nossa “restauração”. E ela procura ser um símbolo do altar definitivo, que foi ocupado pelo sacrifício de extensão cósmica do “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29). Isaías foi o profeta que deu mais detalhes sobre a obra redentora de Jesus, o Deus conosco. A visão dos serafins foi um pequeno detalhe profético do grande panorama cósmico do papel de Cristo, como o Rei eterno do “novo Céu e da nova Terra” (Apocalipse 21: 1, 3,7.22).