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O sinal de Caim  |  Pr. Olavo Feijó

Gênesis 4:13 - ¶ Então disse Caim ao SENHOR: É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada.

A culpa “não resolvida” começou com a imaturidade espiritual de Caim. Após matar seu irmão Abel, Caim criou uma postura de desfiguração da realidade. Caim declarou uma injusta sentença contra si mesmo, dizendo ao Senhor: “Hoje me expulsas desta terra e terei que me esconder da Tua face. Serei um fugitivo errante pelo mundo e qualquer que me encontrar me matará” (Gênesis 4:14).

O sentimento de culpa é uma reação saudável, diante da realidade ética em que as pessoas vivem. A distinção do errado, quando comparado com o certo, revela um estado de realismo e de amadurecimento. A vida em sociedade não consegue subsistir, quando as normas aceitas são desrespeitadas e aqueles que praticam o desrespeito não são responsabilizados.

Pior do que não assumir a culpa ética é adotar a postura que não aceita normas superiores. Tal postura deve ser catalogada como culpa “neurótica”, atitude que leva o “culpado” a assumir todos os papéis da prática social da justiça: acusador, réu, juiz e executor. Caim desafiou a justiça do Supremo Juiz. O amor gracioso de Deus é o único poder espiritual que alimenta a prática da justiça. O “sinal de Caim”, na verdade, é o sinal da misericórdia do Senhor. É o indicador que nos restaura, quando O levamos a sério em nossa vida diária.