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Amor que se escraviza  |  Pr. Olavo Feijó

Êxodo 21:5 - Mas se aquele servo expressamente disser: Eu amo a meu senhor, e a minha mulher, e a meus filhos; não quero sair livre,

A Lei Mosaica admitia a instituição da escravatura. Ela estabeleceu os deveres e os direitos dos que perderam ou negociaram sua liberdade civil. Um dos seus parágrafos que mais nos chamam a atenção estabelece: “Se, porém, um escravo declarar – “Eu amo o meu senhor, a minha mulher e os meus filhos e não quero ser livre, o seu senhor o levará perante os juízes. Terá que levá-lo até a porta, ou à lateral da porta e furar a sua orelha. Se assim o fizer, ele será seu escravo por toda a vida” (Êxodo 21:5-6).

Qual é a característica mais marcante do indivíduo que vive como escravo? Bem, o traço básico de uma pessoa escravizada é a sua completa submissão ao dono. Em princípio, a postura de amar seu proprietário é irrelevante... pelo menos do ponto de vista jurídico. Por este arrazoado, o caso específico focalizado nos versos 5 e 6, de Êxodo 21, surge como uma gritante exceção. Como é que amor foi se misturar com escravidão?

Dando um salto de muitos séculos, lemos o texto profundo de Paulo, um judeu erudito, convertido a Jesus, o Cristo. O apóstolo elabora uma resignificação teológica do tema. De início, ele se considera “escravo de Cristo” (I Coríntios 7:22). E, fazer tal declaração, repousa no argumento de João: “quem comete pecado é escravo do pecado”. Logo, quem aceita Jesus como o Cristo, voluntariamente assume ficar Seu escravo. (João 8:34). Ser escravo de Cristo, declaram os escritos apostólicos, tornou-se o critério do Senhor, no processo espiritual de conseguir a liberdade espiritual eterna.