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Confundido povos e alianças  |  Pastor Sérgio Fernandes

2 Coríntios 3:7 - E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória,

Um outro erro comum em nossa interpretação bíblica é quando confundimos os povos e as alianças contidos na Escritura. De fato, toda a Bíblia é a Palavra de Deus e em todos os seus textos somos apresentados a verdade que Ele quis nos revelar. Contudo, nem todos os textos são normativos para a Igreja. Como a revelação foi dada gradualmente e progressivamente, por um período de 1500 anos, ela possui alguns textos que se referiram as alianças feitas com nossos antepassados e que, ainda que nos ensinem, não são normativos para a práxis cristã.

Muitos crentes tem procurado, por exemplo, aplicar promessas feitas a Israel para a sua vida. Essas promessas, contudo, não foram feitas a nós, por isso, ainda que revelem a provisão e proteção de Deus, não se cumprirão em nossas vidas. Já vi crentes declarando as promessas de prosperidade terrena feitas para Israel para si mesmos, na esperança de que o Senhor os abençoem, mas ignoram que, em Cristo, já fomos abençoados com todas as bençãos espirituais (Ef 1.3). Outros querem guardar dias e festas que foram ordenados apenas a Israel na igreja. Já temos crentes se nomeando levitas, e mal posso esperar quando alguém se identificar como sumo sacerdote. Para entendermos de alguma instrução ou promessa do AT tem aplicação no NT devemos identificar se os apóstolos assim o fizeram. Se não tivermos esse cuidado, iremos recosturar o véu que foi rasgado na cruz e acabaremos, fatalmente, a substituir o evangelho por outra mensagem, que não poderá nos salvar.