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Amar só três vezes?  |  Pr. Olavo Feijó

João 21:17 - Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas.

Antes de voltar para os céus, o Cristo surpreendeu a Pedro. Fazendo-lhe a mesma pergunta por três vezes. “Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez – Amas-me? – e disse-lhe: Senhor, Tu sabes tudo, Tu sabes que Te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas” (João 21:17).

Jesus sempre minimizou a preocupação, tipicamente humana, de quantificar aspectos da vida espiritual. Ao ouvir, por exemplo, a pergunta sobre se o perdoar tinha que se esgotar na sétima vez, Ele usou a conhecida “redução ao absurdo” e escandalizou o interlocutor: “não apenas sete, mas setenta vezes sete...” . Seguindo a linha do Mestre, Pedro não consola grande coisa nossa ansiedade, quando “explica”: “um dia para o Senhor é como mil anos e mil anos como um dia”...

Os apóstolos, que viviam na intimidade de Jesus, eram tão preocupados com quantidade, como nós outros, vinte um séculos depois. Quando pediram a Jesus para ter “aumentada” a própria fé, o Mestre procurou mostrar-lhes a infantilidade do pedido: “Se vocês tivessem a fé do tamanho ridiculamente pequeno do grão de mostarda, vocês teriam o poder de remover montanhas...” . Quantas montanhas já removemos? Será que não deveríamos aprender que o negócio não é a montanha, mas a fé? Aquele que chegou a ter fé na “quantidade” de uma sementinha, nunca a usou para ações espiritualmente irrelevantes. O negócio não é pedir mais é, mas a coragem de usá-la para o benefício do Reino. Não importa se três vezes ou se setenta e três vezes!