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Ossos Envelhecidos Pela Culpa  |  Pr. Olavo Feijó

Salmos 32:3 - Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia.

Davi, durante sua intensa vida, experimentou profundamente os altos e baixos da espiritualidade. Sua experiência de profunda culpa ética, por exemplo, vale a pena de ser estudada. “Quando guardei silêncio, envelheceram os meu ossos pelo meu bramido durante o dia todo” (Salmo 32:3 – Tradução Brasileira).

O sentimento de culpa ética constitui o mais sofisticado sensor de nosso amadurecimentos espiritual. Tiago, de uma forma simples e direta, focaliza o perigo de alguém ter o conhecimento do bem e, apesar desta informação clara, omitir-se de praticá-lo (Tiago 4:17). Ao dizer que tal desrespeito à própria consciência “é pecado”, Tiago alerta para a capacidade que o desrespeito ao que sabemos como certo possui de prejudicar nossa comunhão com Deus. Por isso, quando nos acostumamos com nossos desvios de consciência, de repente nos surpreendemos “de baixo astral: “meu humor converteu-se em sequidão de estio”, explodiu Davi (verso 4).

O objetivo do Salmo 32 não é o de nos condenar inexoravelmente, por causa de nossos deslizes morais. Davi escreveu seu desabafo, visando a nos dar coragem em trilhar os caminhos da misericórdia de Deus. Por isso, ele escreveu: “Eu Te confessei o meu pecado e a minha iniquidade não ocultei. Disse eu: confessarei a Jeová a minha transgressão – e tu perdoaste a iniquidade do meu coração” (verso 5). Séculos mais tarde, na sua Primeira Carta o apóstolo João completou o quadro, escrevendo no capítulo 1, verso 9 – “Se confessarmos os nossos pecados Ele é fiel e justo para NOS PERDOAR OS pecados e para NOS PURIFICAR DE TODA INJUSTIÇA”! Assunto, encerrado...