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Esquecido Pelos Próprios Pais?  |  Pr. Olavo Feijó

Lucas 2:46 - E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os.

Ao completar doze anos, Jesus foi levado ao Templo de Jerusalém por seus pais, durante a grande festa da Páscoa. Ao voltarem para casa, José e Maria só se deram conta de que seu filho não estava com eles após um dia de viagem. “Não o encontrando, voltaram a Jerusalém para procurá-lo. Depois de três dias o encontraram no templo, sentado entre os mestres, ouvindo-os e fazendo-lhes perguntas” (Lucas 2:45-46).

Nenhum dos Evangelhos apresenta, com detalhes, o diálogo entre Jesus e Seus pais, visando a esclarecer o inusitado do acontecimento. Três dias longe dos pai. Três dias dormindo longe dos seus. Três dias dependendo dos outros para comer. O comentário de Maria, quando reviu o filho, tem algo de inesperado: parece que o costume das família era compartilhar o convívio. Passar a jornada de um dia na companhia dos vizinhos ou dos primos era tido como costumeiro. A ausência física do filho e a falta de informação dos romeiros amigos fez acender a luz vermelha, quando as buscas deram em nada! O detalhe de Lucas, na narrativa que se seguiu, diz que depois do incidente, Jesus voltou para os Seus pais “com obediência”...

Lido o episódio do Jesus adolescente à luz da declaração da Carta aos Hebreus 4:15 ousamos perguntar – mesmo sabendo da cultura judaica diferente da nossa, até nos relacionamentos familiares, o comportamento do Jesus de doze anos não se parece muito com algumas atitudes dos adolescentes contemporâneos? Não lembra aquela mistura de obediência aos pais com a postura de fazer as coisas por conta própria, quando parece ser a coisa mais natural do mundo? Não sei quem merece mais admiração: o coração meio autossuficiente do jovem Jesus ou coração compassivo de Maria.