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Corrupção Explora Órfãos e Viúvas  |  Pr. Olavo Feijó

Tiago 1:27 - A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.

A Bíblia reprova o institucionalismo religioso. Em seu lugar, propõe condutas práticas de vida cristã. “A religião de Deus, o nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas nas suas necessidades e não se deixar corromper pelo mundo” (Tiago 1:27).

A religião institucionalizada finalmente fica reduzida a uma fria instituição. Ela fica presa às formas físicas de um templo, às palavras “sagradas” das liturgias, às frases feitas do dialeto do grupo que se autointitula “santo”, ao policiamento contra aqueles que ousam ter mais misericórdia do que “sacrifício”. Por isso, a religião institucionalizada exige a repetição cansativa e neurotizante dos textos bíblicos que parecem apoiar o julgamento e a condenação, em lugar do arrependimento e do perdão. Tiago avaliou o cristianismo institucionalizado como nada tendo a ver com “a religião de Deus, aceita como pura e imaculada”...

Que deve ser, então, a pura e imaculada religião de Deus? Tiago nos ajuda e diz: ela não deve “se deixar corromper pelo mundo”. Parafraseando a simbologia proposta por Jesus, religião que não se corrompe é aquela que, em lugar de condenar as trevas, insiste em expor sua luz... e em lugar bem alto e estratégico, para beneficiar os que querem andar pelo caminho certo. Cuidar dos órfãos e das viúvas é o lado justiça da “religião de Deus”. É se envolver na luta pela justiça dos explorados, vítimas daqueles que amam seu poder pessoal, em detrimento do bem-estar dos humildes. Opor-se à corrupção do mundo é a luta concreta pela justiça social da “religião de Deus”...