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Culto Irracional  |  Pr. Olavo Feijó

Romanos 12:1 - ¶ Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

Na língua hebraica do Antigo Testamento, não existe palavra que se refira a “corpo” como uma entidade independente de “alma” – sem alma, o corpo é designado como “cadáver”. Se o indivíduo é “pessoa”, então ele vive um binômio corpo/alma (ou alma/corpo). Faz sentido, então, o apelo doutrinário de Paulo: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus – que é o vosso culto racional” (Romanos 12:15).

Quando aceitamos, voluntariamente, o senhorio de Jesus Cristo, nosso compromisso nunca deve ser restrito a apenas uma das dimensões da nossa personalidade. O discipulado de Jesus tem que ser integral. Um exemplo é a característica que nossas ofertas em dinheiro devem ter: “Deus ama ao que dá com alegria” (II Coríntios 9:7). A oferta material, sem alegria – dimensão da alma – não tem a dimensão espiritual do culto.

Cristãos bipartidos, que tentam cultuar somente com a “alma”, durante a congregação no templo material, e que, fora do templo, aprisionam seu corpo nos princípios do materialismo, não praticam o culto racional, que a Bíblia nos manda. Como cristãos nosso processo de santificação é tanto físico, quanto espiritual. Nosso testemunho do Cristo se expressa pela alma e pelas obras do corpo. Quando vivemos o culto racional, nossa conduta corpórea é que possibilitará aos homens ver “as nossas boas obras e glorificar o nosso Pai, que está nos céus” (Mateus 5:16). Glorifiquemos nosso Cristo através também do nosso corpo (I Coríntios 6:20).