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Reconhecer O Que É De Deus  |  Pr. Olavo Feijó

Gênesis 45:8 - Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito.

Quando José surpreendeu seus irmãos, mostrando que sobrevivera a uma sucessão de injustiças e perseguições, fez uma declaração de profundas implicações teológicas. “Assim, não foram vocês que me mandaram para cá, mas sim o próprio Deus. Ele me tornou ministro do faraó e me fez administrador de todo o palácio e governador de todo o Egito” (Gênesis 45:8).

O Senhor, ao revelar a Sua vontade, através dos escritores bíblicos, nunca se preocupou em defender escolas de teologia. As declarações do Senhor, nas páginas da Bíblia, são restaurações. Quanto a nós, o destinatários das revelações, a Bíblia só apresenta duas opções: rejeição ou aceitação. E, diga-se de passagem, nenhuma delas jamais modificou o projeto criador de Deus.

O desabafo de José, aos seus irmãos, é um bom exemplo. O filho de Jacó foi um especialista em sofrer ódio, humilhação, injustiças. Ele tinha todo o direito de condenar a covardia dos seus irmãos e de pagar na mesma moeda, condenando-os à escravidão. Estranhamente, entretanto, o termo “perdão” também não foi usado, naquela prestação de contas. A proclamação de José afirmou que a explicação de todo aquele drama estava no Senhor: “Assim, não foram vocês que me mandaram para cá, mas sim o próprio Deus...” Nós, que neste mundo de maldade, temos lá o nosso quinhão daquilo que José sofreu, nunca deveríamos nos esquecer de que temos o mesmo Deus, que sempre deu sentido à sua tumultuada vida. Continua valendo a pena dar a Deus o que é de Deus.