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Como Ansiar Pelo Senhor  |  Pr. Olavo Feijó

Salmos 42:1 - ¶ [Masquil para o músico-mor, entre os filhos de Coré] Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!

Sentimos necessidade de Deus? Ele é apenas um detalhe em nossa vida? No poema dos coraítas, a questão é respondida com profundidade e com poesia. “Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por Ti, ó Deus” (Salmo 42:1).

Para muitos de nós, a expressão “graças a Deus” nada mais é do que um “felizmente” ou um “puxa vida, deu certo”... Este modo de falar revela, ainda que não conscientemente, a crença em um Senhor distante, que tem mais o que fazer do que se ocupar de nossas orações ou rezas. Para tal teologia, o Senhor trata dos grandes problemas do atacado: os problemas do varejo devem ser nossa responsabilidade.

A “corça” do Salmo 42 não considera o beber água como um luxo, para de vez em quando. Ela “anseia”. Ansiar é um verbo forte, intenso, definitivo. Porque, na realidade, quando falta água, falta vida. Somos um corpo construído muito mais por água, do que por componentes sólidos. Por isso, quando nos damos conta de que fomos criados “à imagem e semelhança de Deus”, a conclusão lógica é a de que precisamos muitíssimo mais do “fôlego da vida” do que “do pó da terra”. Exatamente esta foi a lição que o Senhor ensinou a Ezequiel, no “vale dos ossos secos” (Ezequiel 37:1-7). Que bom, quando o Senhor nos permite experimentar os sofrimentos da sede espiritual. É nestas horas que aprendemos que nossa alma “anseia por Ti, ó Deus”.