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Fugir Para Onde?  |  Pr. Olavo Feijó

João 6:68 - Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.

Pedro e seus colegas de apostolado pagaram um alto preço, quando decidiram “seguir a Jesus”. Deixaram todo aquele conjunto de coisas e significados que construíram durante tantos anos de vida. Cada vez mais, entretanto, foi ficando claro que a escolha que fizeram estava sacudindo as bases de sua vida pessoal e social. Um ponto crítico chegou quando quase todos os seguidores do Mestre foram embora, alegando os absurdos que estavam descobrindo na chamada vida cristã. Jesus não facilitou as coisas e levou os apóstolos a entender uma dura decisão: “quereis vós também retirar-vos?”

A resposta dramática de Pedro foi: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. E nós temos crido e conhecido que Tu és o Cristo, o Filho de Deus” (João 6:68-69). Muitos de nós, cristãos, vivemos o drama existencial de Pedro. Se pudéssemos, deixaríamos tudo. Se desse, fugiríamos de casa, do trabalho e, se fosse possível, fugiríamos do Senhor... Pelos padrões a que fomos acostumados, a vida perdeu a graça e tudo passou a dar errado. Se tivéssemos para onde fugir, não continuaríamos no absurdo do vale de injustiças em que nos vemos prisioneiros!

Como Pedro e todos os outros cristãos, sabemos que para onde quer que fujamos, o Senhor estará lá – “Para onde me irei do Teu Espírito ou para onde fugirei da Tua face? Nem ainda as trevas me escondem de Ti: mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para Ti a mesma coisa” (Salmo 139:7,12). Podemos tentar fugir. A misericórdia incompreensível de Deus sempre arranja um jeito de nos alcançar. De nos compreender. De limpar as nossas lágrimas. De nos restaurar. Aleluia...