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Barnabé, Paulo e Marcos  |  Pr. Olavo Feijó

Atos dos Apóstolos 15:39 - E tal contenda houve entre eles, que se apartaram um do outro. Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre.

Na primeira viagem missionária de Barnabé e Paulo, João Marcos foi junto, mas no meio do caminho voltou para casa. Quando da segunda viagem, Paulo se recusou a dar outra chance para o jovem primo de Barnabé. O historiador Lucas diz que “tiveram um desentendimento tão sério que se separaram” (Atos 15:39).

Caso a opinião de Paulo prevalecesse, Marcos provavelmente teria ficado definitivamente fora da história do cristianismo. Isto não aconteceu, primeiro, pelo espírito de fé e de motivação de Barnabé, que levou Marcos a retomar seu compromisso missionário. Em segundo lugar, ficou evidente que Paulo se permitiu ter novos relacionamentos com Marcos, ao ponto de reconhecer a ajuda que o jovem significou durante a prisão do apóstolo (II Timóteo 4:11).

Marcos foi autor de um dos quatro Evangelhos – segundo a tradição, foi o primeiro a ser publicado. A recuperação de Marcos ilustra o poder do amor cristão, quando irmãos na fé permitem a intervenção do Espírito de Cristo nos processos de desentendimentos. A humildade é o combustível do reconhecimento de erros, da postura do arrependimento e do perdão mútuo. Quando em nós prevalece o Espírito de Cristo, não prevalecem os “dardos inflamados do Maligno” (Efésios 6:16). Por isso, Paulo quando nos ensinou como resolver dificuldades entre os irmãos, concluiu: “Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito” (Colossenses 3:14).