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As Sobras Da Multiplicação  |  Pr. Olavo Feijó

Mateus 14:20 - E comeram todos, e saciaram-se; e levantaram dos pedaços, que sobejaram, doze alcofas cheias.

Tendo sido informado do assassinato de João Batista, Jesus foi de barco para um lugar deserto. Em pouco tempo foi descoberto Seu lugar de refúgio e uma multidão foi ao Seu encontro, buscando Seus ensinos e Suas curas. Já no final do dia Jesus multiplica cinco pães e dois peixes e garante alimentação de cinco mil homens, além das mulheres e das crianças. “Todos comeram e ficaram satisfeitos e os discípulos ainda recolheram doze cestos cheios dos pedaços que sobraram” (Mateus 14:20).

O detalhe dos “doze cestos cheios dos pedaços” recolhidos pelos discípulos é, no mínimo, intrigante. Qual foi a intenção do Mestre, quando presenciou e, certamente, autorizou o recolhimento de tanta sobra? Foi higiênico? Econômico? Ecológico? Aquele que demonstrou poder para transformar um pequeno lanchinho, ao ponto de alimentar milhares, que utilidade teria para tantos cestos cheios de comida? O silêncio dos Evangelhos quanto a este questionamento sugere a desnecessidade de discuti-lo...

Como diz o povo, “quem cala consente”... A naturalidade com que a narrativa se nos apresenta, indica a aprovação de Jesus. Diante de um Senhor que milagrosamente produz comida e que, no mesmo contexto, não encoraja o desperdício das suas sobras, descobrimos que a vida com Cristo nos ensina a conviver com o natural e o sobrenatural. Uma dimensão não exclui a outra. Aquilo que é da nossa alçada constitui nossa responsabilidade e o Senhor espera que o façamos. Aquilo que está acima da nossa competência deve nos levar, com toda humildade e sabedoria, a depender do Senhor. Multiplicar é com Cristo. Recolher os cestos com sobras é conosco. Que o Senhor nos ajude, para não embaralharmos a ordem das coisas.