Ordem Alfabética: A  B  C  D  E  F  G  H  I  J  K  L  M  N  O  P  Q  R  S  T  U  V  W  X  Y  Z   #
Deus: do Sinai ao Calvário  |  Pr. Olavo Feijó

Hebreus 12:2 - Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.

Quase no final da Carta aos Hebreus, encontramos um grande convite e um grande encorajamento: “Conservemos os nossos olhos fixos em Jesus, pois é por meio Dele que a nossa fé começa e é Ele quem a aperfeiçoa. Ele não deixou que a cruz fizesse com que Ele desistisse” (Hebreus 12:2).

O contraste é marcante. A antiga aliança, proposta por Deus a Seu povo, foi em um monte – Sinai. Por causa da imaturidade espiritual dos hebreu, o Senhor usou de manifestações amedrontadoras associadas com Seu poder. A nova aliança de Deus com os seres humanos foi no Calvário. Neste monte, ao invés de provocar o medo, o objetivo divino foi demonstrar a força insondável e incompreensível do amor – do Seu amor por nós. Ao invés do perigo da morte, a proclamação da vida. Ao invés de afugentar os pecadores, a cruz do Calvário transformou-se no maior convite para o perdão e para a comunhão!

O poder do Cristo ressuscitado, ainda hoje nos convida para o símbolo do Calvário. E porque o Senhor escolheu a cruz, como o instrumento controvertido da proclamação do Seu amor, o convite do Espírito é no sentido de nunca deixarmos de encará-la. A sepultura vazia precisou, antes, da vivência da cruz. Porque não há ressurreição sem morte – sem a morte da morte. Nós, filhos de Deus pela fé no Cristo, não precisamos mais do medo do Sinai. Em Jesus, somos envolvidos com o amor revelado no Calvário.