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O Desejo De Ser Obediente  |  Pr. Olavo Feijó

Salmos 51:12 - Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.

Davi nos ensina que a atitude de obedecer àquilo que é certo, constitui obra sobrenatural de Deus, no coração humano. Isto é o que depreendemos, ao ler um dos sues salmos mais profundos: “Dá-me novamente a alegria da Tua salvação e conserva em mim o desejo de ser obediente” (Salmo 51:12).

Através de toda a história da humanidade, o constante problema enfrentado pelos educadores tem sido a desobediência dos educandos. O quadro é o mesmo: seja na família, na escola, na religião, nas artes, na filosofia, nas ciências. Não por acaso, o primeiro ato de desobediência humana aconteceu, exatamente, com os primeiros seres humanos. Talvez por isso, as seculares narrativas sobre o fenômeno desobediência/obediência coincidem sobre as táticas humanas de conseguir obediência pelo uso da força, da coerção, da tortura.

O salmo 51 relata a tragédia da desobediência do rei Davi, ao lado da dramática descoberta de que, sem ajuda misericordiosa de Deus, não conseguimos a atitude da obediência. De início, o salmista nos diz que a “alegria da salvação’ dada pelo Senhor é o ingrediente motivador da postura de obediência a Deus. Em seguida, ele explica que a constante renovação desta “alegria” é o combustível que nos permite “conservar o desejo de ser obediente”. A ira, a insatisfação, a incompreensão, a ausência de comunhão – estas posturas sempre alimentam a revolta, a desobediência. Em resumo, este é o ensino do Cristo: “Se vocês Me amam, obedeçam aos Meus mandamentos” (João 14:15). Sem amor, nossa religião é de constante desobediência. Se temos amor, aceitamos com alegria obedecer ao Cristo, que sempre nos liberta.