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A Mentira É Maligna  |  Pr. Olavo Feijó

João 5:37 - E o Pai, que me enviou, ele mesmo testificou de mim. Vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes o seu parecer.

Quando um judeu, contemporâneo de Jesus, queria que acreditassem na sua palavra, fazia um juramento. Quanto maior a postura de incredulidade expressada pelo outro, que ouvia, mais intensa e dramaticamente o interlocutor jurava. Só que chegou um ponto em que as comunidades judaicas deixaram de acreditar nos juramentos. Ao criticar este nível de realidade torcida e de mentiras ocultas, Jesus fez uma solene declaração: “Que o ‘sim’ de vocês seja sim e o ‘não’, não. Pois qualquer coisa a mais que disserem vem do Maligno” (João 5:37).

Mentir revela a incapacidade que a pessoa desenvolveu de conviver com a realidade. Nestes casos, temos de escolher dentre duas hipóteses: ou a realidade que nos apresentam é pura ficção ou os componentes que nos cercam são verdadeiros. Quando os dados que nos cercam são dimensões da realidade... e nós os rejeitamos, refletimos imaturidade e irresponsabilidade. Nossa reação de mentir, de falsear o óbvio, expressa o mal-estar que a verdade nos causa. É neste contexto que Jesus atribui ao poder do Maligno, nosso desrespeito a ele próprio, que é a verdade. Não há juramento capaz de transformar uma mentira em expressão da Verdade.

Fomos chamados para viver a Verdade e para dar testemunho da Verdade, que é Cristo. Quando deixamos de demonstrar o desafio que é a submissão à verdade, o que nosso mau testemunho revela é nossa descrença quanto à “vida com abundância”, que somente Cristo pode desenvolver em nós. Nesta encruzilhada, resta-nos assumir a decisão, proposta por Josué. A quem, de fato, queremos servir? A decisão, por certo, tem que ser verdadeira, para valer...