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Bem Real E Bens Fictícios  |  Pr. Olavo Feijó

Salmos 16:2 - A minha alma disse ao SENHOR: Tu és o meu Senhor, a minha bondade não chega à tua presença,

A fim de ser construídos, edifícios usam o recurso de erguer andaimes, ao redor da obra. O andaime é importante, porque ele fornece o processo logístico da construção, desde o térreo, até o último andar. Por isso, há andaimes que custam muito caro para os construtores. Até hoje, entretanto, por mais sofisticado que ele seja, o andaime é desmontado, assim que o edifício fique pronto para desempenhar seu objetivo original. Este raciocínio talvez constitua uma introdução razoável, para compreendermos a declaração do salmista: “Eu disse a Deus, o Senhor – Tu és o meu Senhor; tudo o que tenho de bom vem de Ti” (Salmo 16:2).

Na antiga tradução de Almeida, o final do verso 2 apresenta uma outra possível versão do texto – “não tenho outro bem além de Ti”. O salmista não está declarando que, como filhos de Deus, vivemos no meio de um vazio, no qual a única coisa com existência real é o “bom que vem de Ti”. É bem provável que, usando a metáfora escrita no primeiro parágrafo, a ilustração do andaime não seja uma das coisas essencialmente boas e reais na construção do edifício que é nossa vida cristã.

O teste proposto pela Bíblia é simples e direto. Cristãos têm o direito de colecionar vários bens. Se, porém, na relação dos bens não constara o fundamento, que é Cristo, o lastro real dos bens adquiridos fatalmente será avaliado como nada. Na parábola da “pérola de grande valor” (Mateus 13:46), a lição de Jesus não poderia ser mais clara: há valores e há “o valor”. Cristão que vivencia o valor real, que se recebe do Cristo, nunca sofrerá perdas ou danos. Quem entende de economia não tem dúvidas – somente investe em valores fictícios e passageiros aqueles que acreditam na propaganda enganosa dos desonestos. Não é por acaso que Satanás é o “pai da mentira” (João 8:44).