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O Peso De Nossa Amargura  |  Pr. Olavo Feijó

10:1 - ¶ A minha alma tem tédio da minha vida; darei livre curso à minha queixa, falarei na amargura da minha alma.

Jó não sabia da autorização dada por Deus a Satanás. O que ele sabia, e muito profundamente, é que de repente, ele perdeu tudo o que tinha, inclusive a sua saúde! A Bíblia não nos esclarece sobre quanto tempo durou a provação do justo patriarca. Ela, entretanto, não floreia as reações dolorosas de Jó: “Estou cansado de viver. Vou me desabafar e falar da amargura que tenho no coração” (Jó 10:1).

Não há texto na Bíblia que nos recomende optar pelo masoquismo. O sofrimento gratuito, sem um significado maior, não é da vontade do Senhor. O livro de Jó tem este objetivo super claro: o Senhor cuida de nós. O Senhor quer o nosso bem. E, para garantir nosso aperfeiçoamento espiritual, Ele usa provações e aflições. No relato bíblico, descobrimos que quanto maior for o alvo do nosso amadurecimento, maior será a intensidade das nossas lutas internas e externas permitidas por Ele.

No mesmo contexto, Pedro reconhece: “agora é possível que vocês fiquem tristes por algum tempo, por causa dos muitos tipos de provações que vocês estão sofrendo. Essas provações são para mostrar que a fé que vocês têm é verdadeira” (I Pedro 1:6-7). Este texto de Pedro nos deixa crer que o senhor entendeu bem o desabafo de Jó – “estou cansado de viver!”. Jó e todos, nós filhos de Deus, temos o direito de desabafar e de entregar ao Senhor o peso de nossa amargura. O que não devemos esquecer, porém, é o convite amoroso de Jesus: “vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos – Eu vos aliviarei!” (Mateus 11:28).