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Indiferença  |  Pastor Sérgio Fernandes

Lucas 15:29 - E saindo o pai, instava com ele. Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos;

Se a parábola acabasse no versículo vinte e dois, ela seria a mais bela declaração de amor do universo. Mas, por algum motivo (que entenderemos a frente), Jesus decidiu prosseguir a história. Todos estavam felizes pelo retorno do pródigo. Ou melhor, nem todos. Seu irmão aparentemente não ficou nada satisfeito com aquela alegria que encheu o ambiente. Ele talvez esperasse que o pai agisse com mais rigor, ou pelo menos honrasse o mais velho que nunca havia deixado a fazenda ou dado algum tipo de trabalho.

Quantas vezes nós não aceitamos este tipo de indiferença em nosso coração? Nos achamos os donos da verdade, os senhores da moral, e ao invés de nos alegrarmos com uma alma que foi arrancada das garras de Satanás, ficamos perplexos com o fato de Deus perdoar o pecador que se arrepende. De onde viemos? Éramos perfeitos? Não, estávamos todos no mesmo lamaçal, e se saímos de lá, foi unicamente pela graça de Jesus. Não somos melhores que ninguém, mas fomos perdoados e já não somos mais como éramos. Por isso, seja humilde, arranque o juízo condenatório dos lábios e se alegre com aqueles que, pela graça de Deus, têm sido acrescentados na casa do Pai.

O crente indiferente é tão pecador quanto o pródigo. Mas talvez ele ainda não tenha percebido isso. O mesmo amor que salvou o filho que se foi pode salvar o indiferente que ficou.