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O Barulho Das Canções Religiosas  |  Pr. Olavo Feijó

Amós 5:23 - Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas violas.

Amós era “pastor de ovelhas”, em uma pequena cidade judaica chamada Tecoa. Por motivos não explicados no seu livro, Amós foi convocado por Jeová para pregar sobre a justiça do Reino de Deus. A prosperidade material do povo de Israel atingira um alto nível. Ao mesmo tempo, entretanto, a vida espiritual da nação entrara em decadência. Por isso, os cultos se transformaram em meros espetáculos de liturgia. E é neste contexto que a mensagem do Senhor deve ser ouvida e recebida: “Eu odeio, Eu detesto as suas festas religiosas... Parem com o barulho das suas canções religiosas...” (Amós 5:21,23).

Hoje em dia, estão surgindo alguns poucos líderes cristãos pregando “o Reino de Deus e a sua justiça” (Mateus 6:33). Eles lamentam o espetáculo dos templos grandiosos, que cultivam propositadamente os altos decibéis do “louvor” gospel. Eles se entristecem com o mau testemunho dos membros de igreja, que se vestem com “pele de cordeiro” nos cultos de domingo e não se sentem constrangidos em ostentar as roupas da corrupção do mundo, a partir da segunda-feira...

O Deus de Amós não se alegra com o barulho das nossas ”festas e canções religiosas”. Neste contexto, vale a pena levar a sério a experiência do profeta Elias, machucado pela podridão espiritual dos judeus que adoravam a Baal. A mensagem do Senhor, que restaurou espiritualmente Elias e a vida religiosa do povo, não pode ser ouvida no barulho do terremoto, do vento impetuoso, ou do fogo avassalador. O avivamento começou com “a voz mansa e suave do Senhor” (I Reis 19:12). É tempo de ouvir o Senhor, cultivando silêncio reverente em nossos cultos.