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A Pressa do Salmista  |  Pr. Olavo Feijó

Salmos 22:19 - Mas tu, SENHOR, não te alongues de mim. Força minha, apressa-te em socorrer-me.

O salmo 22 expressa tão honestamente os sofrimentos que temos, quando achamos que as soluções divinas “demoram demais”, que ele chegou a ser citado por Jesus, durante a crucifixão – “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste? Porque ficas tão longe?” (Salmo 22:1). Entretanto, no verso 19 do salmo Davi se agarra com o amor providencial do Senhor e diz: ““Ó Senhor Deus, não te afastes de mim! Vem depressa me socorrer.” (Salmo 22:19).

Não faltam instruções bíblicas, visando diminuir nossa ansiedade humana, pelo que achamos ser o “ritmo lento” das ações do Senhor. Existe, por exemplo, a famosa ilustração escrita por Pedro: “Meus queridos amigos, não esqueçam isto – para o Senhor, um dia é como mil anos e mil anos, como um dia” (II Pedro 3:8). Esta revelação teológica do apóstolo, entretanto, não nos ensina como lidar com a nossa pressa e nossa ansiedade. Talvez explique. Mas não conforta.

A súplica dolorida “vem depressa me socorrer” traz à tona a paciente e onipotente graça do Senhor. Deus não nos rejeita quando temos pressa. Ele apenas nos relembra a declaração de Jesus: “Tudo está completado!” Podemos agradecer, no meio de nossa pressa e ansiedade diária, pelas soluções divinas que Ele já providenciou. Nós ainda não conseguimos entender ou acompanhar o “ritmo lento” de Deus. Mas devemos viver como se “tudo já tivesse sido completado...” Este, hoje e sempre, é nosso desafio espiritual: mesmo quando ainda não vemos, ter certeza das soluções já providenciadas pelo Senhor.