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Harpas Silenciosas  |  Pr. Olavo Feijó

Salmos 137:2 - Sobre os salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas.

Alguns dos salmos e hinos dos exilados na Babilônia tocavam o coração dos donos da terra. E eles pediam mais cânticos. Os escravos hebreus, porém, por causa da vergonha de sua condição, se negavam a cantar e, simbolicamente, “penduramos as nossas harpas nas árvores que haviam ali ....” (Salmo 137:2).

O cativeiro babilônico foi visto, pelos hebreus, como pura maldade de Jeová. Porque estavam escravos, em terra estranha, não se cansavam de lembrar de Jerusalém destruída, que deixaram para trás. O certo seria tomarem consciência da sua desobediência, da sua vida corrupta: afinal e contas, disseram os profetas, o povo foi avisado de que continuar aquela vida imoral certamente traria a destruição espiritual e física de todos. Agora, no exílio, sofrendo as consequências de terem desobedecido a Jeová, ao invés de cantar hinos de arrependimento, penduravam suas liras, em sinal de remorso, de pura saudade e de imaturidade.

Quando os hinos espiritualmente saudáveis são calados, o que sobra é o “show gospel”. Sempre é temo de reconhecer nossos pecados de omissão. Sempre é tempo de afinar nossa liras envergonhadas e empoeiradas, voltar para a Bíblia e cantar as verdades de Deus, para um mundo que nos quer cativar. Renovemos nossos pactos de obediência ao Senhor e toquemos nossas harpas do testemunho cristão.