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Pregar No Deserto?  |  Pr. Olavo Feijó

Lucas 3:2 - Sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes, veio no deserto a palavra de Deus a João, filho de Zacarias.

O povo judeu ficou quatrocentos anos sem a mensagem de um profeta. Pouco tempo antes do nascimento de Jesus, seu primo João apareceu no deserto, pregando e batizando: “... veio a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto.” (Lucas 3:2).

Através da leitura da Bíblia, pelo menos uma coisa nós aprendemos: o Senhor não depende das estratégias humanas, no processo de nos revelar a Sua vontade. João Batista não se dirigiu ao Templo de Jerusalém, onde seria mais fácil pregar às multidões. Também o Senhor não disse a João para começar a pregar sobre o arrependimento, durante a festa da Páscoa. Por incrível que pareça, o Senhor mandou João pregar em pleno deserto. E, apesar do local inóspito e da mensagem dura do profeta, multidões saíram das cidades, ouviram João, arrependeram-se dos seus pecados e foram batizadas.

O Reino de Deus depende da estratégia divina, para ser estabelecido na Terra. Referindo-se às tradições religiosas humanas, Jesus se posicionou com muita simplicidade e clareza: “Eu, porém, vos digo”. Hoje em dia, quando convivemos com os mega templos e com os meios tecnológicos de pregação, precisamos não esquecer: “é necessário que Ele cresça e que eu diminua”. No deserto ou no vale fértil, o que conta é o poder de Deus e a Sua revelação. É melhor um deserto, com Cristo, do que uma multidão religiosa sem Cristo!