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O Medo Não Consola  |  Pr. Olavo Feijó

6:21 - Agora sois semelhantes a eles; vistes o terror, e temestes.

Uma das lições do livro de Jó é a de que a boa intenção dos amigos, se não tiver o conteúdo da compaixão que só o Senhor pode dar, ao invés de ajudar, causa mais problema. Eis a opinião do patriarca: “Pois agora vocês de nada me valeram: contemplam minha terrível situação e se enchem de medo.” (Jó 6:21).

Jó estava certo, porque o medo é um péssimo conselheiro. Quando resultado de uma situação de perigo real, o medo pode ser o princípio da adoção de uma postura construtiva. Entretanto, quando nos defrontamos com o sofrimento do outro, o tipo de medo que nos assalta é diferente. Inicialmente, ele produz compaixão, a vontade de ajudar. Assim que percebemos nossas próprias limitações e nos sentimos incapazes de trazer solução, um outro tipo de medo entra no jogo. Ele começa com a terrível pergunta: “E se fosse comigo?”. Se a vítima fôssemos nós, não seria terrível vivenciar a mesma tragédia? De acordo com Jó, foi este o medo que tomou conta dos seus amigos.

De acordo com o apóstolo João, o único antídoto do medo é o amor. Mas não o tipo humano de amor, que é sentimentalista, apaixonado, possessivo, neurotizante. O único amor que resolve o nosso medo é o amor divino, uma vez que “Deus é amor”. Na sua Primeira Carta, João afirma que “o amor lança fora o medo”. O amor divino nos cura do medo, porque ele nos foi revelado através da história e da Bíblia. O amor divino que Cristo nos demonstra não surge do pieguismo, mas da maturidade cheia de justiça e de poder. É o amor de Cristo que nos garante: “tende bom ânimo, Eu venci o mundo!”. É o fim do medo.