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Raiz Santa, Ramos Santos  |  Pr. Olavo Feijó

Romanos 11:16 - E, se as primícias são santas, também a massa o é; se a raiz é santa, também os ramos o são.

Escrevendo aos cristãos de Roma, o Apóstolo Paulo desenvolve a doutrina da universalidade da graça divina, capaz de salvar judeus e gentios. Os não judeus são recebidos como enxerto, no tronco do amor universal do Senhor. Do “trono de Jessé brotará um renovo”, por causa das suas raízes, já dissera Isaías. Por isso, diz Romanos 11:16 “Se a raiz é santa, os ramos também o serão”.

Neste contexto bíblico, com ilustrações da botânica, é uma questão de prudência recordar que “renovo”, “enxerto” e “ramo” não são sinônimos. Renovo é o brotar natural do tronco básico da árvore. Ramo nada mais é do que o renovo amadurecido. Quanto a enxerto, trata-se do ramo extraído de algum tronco e a sua inserção em um tronco hospedeiro. No raciocínio de Paulo, tudo deve começar pela “raiz”: porque ela foi estabelecida pelo Senhor, a raiz é santa. Porque o objetivo final do Senhor foi a recuperação dos troncos contaminados pelo pecado, a maior dádiva do Criador foi Cristo Jesus, a “videira verdadeira”, isto é, a única raiz santa e o único tronco santo.

Somos gentios, nós a grande maioria que não descende de Abraão. Se, pela fé, acreditamos que o Espírito do Senhor pode pegar nosso tronco pervertido e enxertá-lo no santo tronco de Cristo, esta mesma fé faz-nos depender da santidade do nosso novo tronco. É o que diz Jesus: “aquele que está em Mim produz bons frutos”. Viver sem frutos espirituais não tem lógica bíblica. Santo é o que é separado. É neste tronco santo que devemos viver e frutificar.