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No Primeiro Dia do Sexto Mês do Segundo Ano  |  Pr. Olavo Feijó

Ageu 1:1 - ¶ No segundo ano do rei Dario, no sexto mês, no primeiro dia do mês, veio a palavra do SENHOR, por intermédio do profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Sealtiel, governador de Judá, e a Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, dizendo:

O livro do profeta Ageu é pequeno: só tem dois capítulos. Por isso, é digno de nota que, em cada revelação recebida do Senhor, o Espírito revelador decidiu indicar a data exata do acontecimento. No livro constam, pelo menos, quatro datas, começando por: “No primeiro dia do sexto mês do segundo ano do reinado de Dario, a palavra do Senhor veio por meio do profeta Ageu...” (Ageu 1:1).

Será que faz sentido o uso tão detalhado do tempo, a partir de uma entidade que, por natureza, “pertence” à eternidade? Aquele, para quem “um dia é como mil anos”, que sentido haveria em pequenos detalhes do calendário humano? Não somente calendário humano, mas um sistema de data somente utilizado por um grupo humano insignificante. E que voltava para seu antigo território nacional, após o vexame de quase um século de escravidão? Como provavelmente não encontraremos respostas satisfatórias para todas essas perguntas, valerá a pena pelo menos focarmos um pequeno detalhe do tempo de ministério de Ageu.

Comecemos relembrando a vigência das pregações de Jeremias: foram aproximadamente quarenta anos. Quarenta anos de lamentações, uma vez que o profeta já sabia, desde o início, que o povo não iria aceitar sua pregação. Quanto ao profeta Ageu, seu período de pregação durou umas duas semanas, durante dois meses. Tempo que foi suficiente para motivar o povo de Judá, no sentido de completar a reconstrução do templo de Jerusalém. Isto prova que Ageu foi mais eficiente que Jeremias? De jeito nenhum. Isto apenas prova que o tempo de cumprimento das determinações divinas dependem, realmente, do Senhor. As datas humanas sempre se submetem ao calendário do Eterno. Para Ageu, o Senhor modificou o coração do povo em apenas semanas. Em ambos os casos, cumpriu-se unicamente uma vontade: a do Senhor. As portas do nosso tempo continuam a ser abertas, ou fechadas, pelo Senhor da eternidade.