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Harpas Silenciadas  |  Pr. Olavo Feijó

Salmos 137:2 - Sobre os salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas.

Os hebreus exilados na Babilônia perderam a capacidade de fazer música. Ao ponto de, em desespero, dependuraram suas harpas nos galhos das árvores, à beira-rio. “Nos salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas...” (Salmo 137:2).

O mais trágico da história, talvez, seja o fato de que os próprios inimigos, que uma vez ouviram os salmos e cânticos de Israel, amaram o que ouviram. E queriam mais. E queriam sempre. Constrangidos, os hebreus se desculpavam a si mesmos! “Como havemos de cantar a canção de Jeová, em terra de estrangeiros?”

As harpas penduradas nos salgueiros constituem o símbolo do anti-testemunho. E da ignorância não arrependida. Pois não fora o desrespeito à “canção de Jeová”, enquanto viviam em Israel, mas cantavam as cantilenas dos ídolos dos cananeus, apesar de saber que Jeová era o único Deus, a causa primeira do cativeiro? Nós, os cristãos, somos os dignos seguidores das incoerências espirituais dos israelitas e judeus. Conhecemos a Cristo. Sabemos do atoleiro de que fomos libertados. Vivemos as bênçãos da graça do Senhor. Mas não nos constrangemos, quando ascendemos velas ao Diabo. Harpas penduradas refletem mero remorso. Nunca chegam à música amadurecida do “cântico novo”.