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Guardador do Meu Irmão  |  Pr. Olavo Feijó

Gênesis 4:9 - ¶ E disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão?

Ao matar Abel, Caim revelou a frieza do seu caráter. Ao responder a Deus de forma debochada, Caim revelou a sociopatia do seu caráter: “Mais tarde, o Senhor perguntou a Caim – Onde está Abel, o seu irmão? - ‘Não sei’, respondeu Caim. ‘Por acaso eu sou o guardador do meu irmão?” (Gênesis 4:9).

O crime de Caim foi premeditado: homicídio doloso. A Abel não foi dada sequer a chance de lutar e se defender. Vendo seu sacrifício ritual rejeitado pelo Senhor, não passou pela cabeça de Caim o procurar as causas do seu fiasco. Envenenado pela rejeição, deixou-se dominar pelo ódio e pela vingança.

Diferentemente de Caim, nós outros temos a chance da reflexão. “Quem não ama a seu irmão, a quem vê, como pode amar a Deus, a quem não vê?” A dimensão comunitária da vida cristã nos ensina que sim, que nós somos guardadores dos irmãos. Por sermos corpo de Cristo e “membros uns dos outros”, a dor de um órgão isolado implica na dor interdependente do organismo inteiro. Porque somos guardadores, não temos o direito de sermos insensíveis. Porque somos guardadores, temos a obrigação de saber que a “fé, sem obras, é morta”. O sangue de Abel clama contra nosso individualismo egoísta e nosso cristianismo de fachada. É o “sangue de Cristo que nos constrange” a sermos guardadores dos irmãos.