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Manto de Justiça  |  Pr. Olavo Feijó

Isaías 61:10 - ¶ Regozijar-me-ei muito no SENHOR, a minha alma se alegrará no meu Deus; porque me vestiu de roupas de salvação, cobriu-me com o manto de justiça, como um noivo se adorna com turbante sacerdotal, e como a noiva que se enfeita com as suas jóias.

Muitos detalhes da obra salvadora do Cristo foram profetizados por Isaías. No final do seu livro, ele cita a exclamação de uma vida resgatada pelo Messias: “Regozijar-me-ei muito no Senhor; a minha alma se alegra no meu Deus: porque me vestiu com vestidos de salvação, me cobriu com o manto de justiça.” (Isaías 61:10).

Uma das consequências do pecado é a injustiça. Poucas experiências machucam mais do que a injustiça. Ela nos envolve com um sentimento de incapacidade, de menos valia, de humilhação. Ela destrói nossa dignidade. A injustiça oprime e deprime. Ela mistura culpa neurótica com a impossibilidade de perdoar. Por isso, só o Senhor pode unir o vestido da salvação com o manto da justiça.

Não é fácil entender a justiça de Deus. Na realidade, entendê-la é impossível. Porque, ao contrário da “justiça” humana, a postura do Senhor não tem objetivo de punir, mas de resgatar. Talvez por isto tenhamos tanta dificuldade em aceitar a justiça divina. E, também, talvez por isso nossa atitude seja a da vingança. Apesar de o Senhor nos avisar: “Minha é a vingança”. A justiça divina é a expressão dinâmica do Seu amor. Daí o Apóstolo dizer que “o amor de Cristo nos constrange”. O ensino de Jesus diz que “devemos buscar o Reino de Deus e a Sua justiça”. Aquele que, pela fé, recebe os “vestidos de salvação” sempre se “alegra no Seu Deus”. Porque, vivendo nesse mundo injusto, recebe do Senhor “o manto da justiça”.