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O Suborno cega os Sábios  |  Pr. Olavo Feijó

Deuteronômio 16:19 - Não torcerás o juízo, não farás acepção de pessoas, nem receberás peitas; porquanto a peita cega os olhos dos sábios, e perverte as palavras dos justos.

O livro de Deuteronômio registra os últimos conselhos e Moisés ao povo de Israel. Ao caracterizar os juízes que deveriam ser escolhidos para julgar as causas do povo, ele determinou: “...Não aceitem suborno, pois o suborno cega até os sábios e prejudica a causa dos justos” (Deuteronômio 16:19).

Subornar é oferecer vantagens indevidas, com o objetivo de fugir das consequências de comportamento impróprio. O suborno sempre coexiste com a injustiça. Injustiça daquele que erra, injustiça daquele que não pune. Suborno é arma de dois gumes. Ele avilta aquele que recebe, ele avilta aquele que oferece.

Sempre relacionamos suborno com dinheiro. Na realidade, na maioria dos casos, suborno é dar propina. Existem, porém, outras dimensões do suborno que, mesmo não envolvendo dinheiro, nem por isso deixam de ser maléficos. Nós os encontramos em algumas de nossas igrejas. Existe, por exemplo, o suborno do elogio àqueles que têm poder, em nossas comunidades: o poder religioso, nas mãos daqueles que se esqueceram da humildade cristã, nunca resiste a um elogio bem aberto. Existe, também, o suborno do apoio irrestrito, para garantir que os líderes não se esqueçam de nós, quando distribuem sua generosidade. E há, ainda, o suborno dos presentes caros, das ameaças veladas e das insinuações “inocentes”. Por isso, Moisés afirma mais cedo ou mais tarde, o suborno vai cegar os sábios e prejudicar a causa dos justos. Inclusive, em nossas igrejas.