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O Veneno da Suspeita  |  Pr. Olavo Feijó

1 Coríntios 13:5 - Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

O capítulo 13 da I Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios contém o ensino mais completo sobre o amor, do ponto de vista de Cristo. Uma das características do amor é que ele “não suspeita mal” (I Coríntios 13:5).

Suspeita é a atitude daquele que, ainda não tendo certeza absoluta, assume a atitude da “desconfiança”. O suspeitoso sempre começa assim: “bem, certeza, certeza, eu não tenho... mas dá para desconfiar...” Uma vez expressa esta introdução, o que vem em seguida é um rosário de julgamentos e acusações. Por isso, afirmações na base da suspeita são mais venenosas do que fatos comprovados.

Paulo afirma que a atitude do amor não encoraja a suspeita. Muito pelo contrário. Aquele que ama, quando confrontado com alguns indícios negativos sobre alguém, começa logo com a postura de que enquanto não existirem provas, o acusado deve ser tratado como inocente. Ora, se a justiça humana parte deste princípio, a justiça bíblica vai muito além e nem sequer “suspeita mal”. O amor procura compreender, procura contextualizar, procura explicar. E, mesmo havendo o delito, procura perdoar. Por isso, todo relacionamento na base do amor é saudável e construtivo. Somente o amor nos cura do veneno da suspeita.