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Circuncisão do Coração  |  Pr. Olavo Feijó

Romanos 2:29 - Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus.

O Senhor instituiu a circuncisão como um símbolo, uma representação física do pacto espiritual que Ele quis ter com seu povo. Ao aceitar a Cristo, o cristão aceita as “marcas de Cristo” e permite que o Espírito realize em si a “circuncisão que é do coração, no espírito, não na letra...” (Romanos 2:29).

Inspirado pelo Espírito Santo, Paulo nos ensina que o simbolizado é sempre mais importante do que o seu símbolo material. Um dos seus exemplos é a instituição da circuncisão. A coisa chegou a um ponto que os judeus deixaram de se preocupar em viver na comunhão com o Senhor – para eles o traço físico de circuncisão lhes garantia as bênçãos divinas. Nos dias de hoje encontramos práticas parecidas. Não faltam crentes que menosprezem uma vida de ética bíblica: para que, se eles já foram batizados, assistem os cultos e dizimam regularmente?

Para Paulo, um símbolo religioso somente tem valor quando ele acontece “no coração, no espírito, não na letra”. Até Antioquia, os crentes eram conhecidos como os seguidores “do caminho”. A medida que o povo constatou que os “seguidores” de fato seguiam a Cristo, ao ponto viver igual a Ele, surgiu o apelido “cristão”. Como acontece com a circuncisão espiritual, nosso pacto com Cristo não deve ficar na “letra”, mas dinamizar nosso coração.