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Nós também roubamos?  |  Pr. Olavo Feijó

Malaquias 3:8 - Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas.

O povo de Israel foi organizado pelo Senhor como uma teocracia. Cada tribo da nação recebeu um território, na Terra Prometida: menos a tribo dos levitas. A eles foi dada a responsabilidade do culto e da manutenção do Tabernáculo e, depois, do Templo. O sustento dos levitas, então, vinha do dízimo. Ele era um imposto, obrigatório, uma vez que a tarefa do sacerdócio constitui a espinha dorsal da nação, requerendo dedicação integral.

De tempos em tempos, porém, o povo se preocupava mais com a alegria de suas festas, do que com os compromissos das comemorações religiosas. Por isso, foi neste contexto que o Senhor repreendeu Seu povo, através da mensagem profética de Malaquias: “Acaso roubará o homem a Deus? Sim, vós Me roubais (não Me pagando) os dízimos e as ofertas” (Malaquias 3:8).

Que é roubar? É usar, para o próprio benefício, aquilo que pertença a outrem. Quando o Senhor determinou, para cada pessoa, um certo número de bens para viver, Sua ideia básica foi fazer dos bens materiais, distribuídos a cada indivíduo, a fonte de sustento para todas as pessoas. A porção entregue como imposto sempre teve o objetivo de impedir a miséria dos incapacitados de prover o próprio sustento. Nós, os cristãos, continuamos a prática da ajuda mútua. Todavia, não como obrigação legal, mas como expressão amorosa de justiça social. Por isso, nos escreveu Paulo: “Faça cada um conforme resolveu em seu coração: não com tristeza, nem por necessidade, porque Deus ama ao que doa alegremente” (II Coríntios 9:7).